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Cristiano Polisello
Cristiano Polisello
  • 3 de ago. de 2026
  • 15 min de leitura
  • Atualizado em 3 de ago. de 2026

ASCENSÃO E QUEDA DAS VIDEO LOCADORAS

ASCENSÃO E QUEDA DAS VIDEO LOCADORAS

Foi ela que ensinou o mundo a assistir filmes em casa. Antes do streaming, antes do DVD e antes do algoritmo, havia uma prateleira, uma capa colorida e a decisão mais difícil da sexta-feira: qual fita levar. As locadoras não eram apenas um negócio — eram um ritual cultural que atravessou gerações. Em 1994, só a Blockbuster operava mais de 3.600 lojas nos Estados Unidos. No Brasil, eram dezenas de milhares de pontos espalhados de norte a sul.

O colapso foi rápido e implacável. Em 1997 chegou o DVD. Em 1999, Reed Hastings fundou a Netflix com entregas pelo correio — e a Blockbuster recusou comprá-la por míseros 50 milhões de dólares. Em 2007, o streaming online entrou em cena. Em 2010, a Blockbuster declarou falência com uma dívida de 1 bilhão de dólares. A mesma empresa que recusou 50 milhões não conseguiu sobreviver para ver os 194 bilhões que a Netflix valeria décadas depois.

O que morreu junto com as locadoras não foi apenas um modelo de negócio. Foi a curadoria humana do atendente que conhecia o seu gosto, o ritual coletivo de escolher o filme em família e a escassez que dava peso a cada lançamento. O streaming entregou conveniência total — e levou junto a antecipação.

💭 Você sente falta da experiência da locadora — ou o streaming te deu tudo que precisava?

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